sexta-feira, 16 de abril de 2021

Geografia

Geografia do Brasil

Capitulo 1 - Geografia do Brasil: Panorama geral 

1 - O espaço que ocupamos: aspectos gerais.

O Brasil com 8.547.403,5 Km², é um país de dimensão continentais. A área terrestre corresponde a 8.491.194 Km², e as águas internas, a 55.547 Km². 

Entre todos os países de dimensões continentais, é o único cujo território é totalmente habitável. Isso não ocorre, por exemplo, nas áreas geladas do Canadá, nas regiões desérticas da China e da Austrália, nas regiões das montanhas rochosas e nos desertos dos Estados Unidos da América. Também a Federação Russa, o país com a maior extensão territorial do mundo (17.075.400 Km²), tem enormes dificuldades de ocupar a vasta planície siberiana, em grande parte ainda desértica devido ao frio rigoroso.

O Primeiro cálculo oficial da superfície brasileira ocorreu em 1922. Estimou-se, então, que nosso território teria 8.511.189 Km². Como se explica essa diferença de 36 mil Km² em relação à atual estimativa oficial, se não houve incorporação de áreas?

A diferença é uma consequência do desenvolvimento da cartografia que tem utilizado tecnologias mais modernas, resultando em informação cada vez mais precisa.

No Brasil, não há nenhuma cadeia montanhosa suficiente elevada a nenhuma região desértica que possam dificultar, ou mesmo impedir, sua ocupação populacional. Em nenhuma região a pluviosidade média anual é inferior a 300 mm e o limite convencionado para caracterizar uma zona desértica é de 250 mm. Não há atitudes que ultrapassam 3.200 m; nada de geleiras ou neves eternas. E as quedas de neve, para tristeza de muitos, ocorrem apenas em algumas regiões serranas do sul. Assim, todas as regiões tem uma grande importância do presente e, um país com um futuro promissor. Entre todos os países do mundo é o que tem a maior capacidade de aproveitamento espacial. 





















A grande extensão territorial brasileira possibilita a expansão da agricultura e pecuária, graças à diversidade de zonas climáticas. O potencial de recursos vegetais e minerais é bastante amplo. Mas a mesma extensão territorial traz consigo uma série de problemas, como as grandes distâncias a serem vencidas por rodovias e ferrovias, cujas construções são custosas. A distância entre São Paulo e Porto Alegre, por exemplo, corresponde à distância entre Lisboa, em Portugal, e Frankfurt, na Alemanha. Essa grande distância a ser percorrida encarece os custos de produção e transporte, cria problemas de diferenciação social, política e econômica entre as várias regiões do país.

Com um formato semelhante ao de um triângulo de cabeça para baixo, nosso país está situado na porção centro-oriental da América do Sul, entre as latitudes + 5º 16' 20" Ne - 33º 47' 32" S. Isto significa que 93% do seu território está localizado no hemisfério sul. Apresenta distância enormes, mas notavelmente equilibradas, de um extremo a outro. A maior extensão no sentido norte-sul (4.394 Km) é pouco maior que no sentido leste-oeste (4.319 Km). Ao norte, o ponto extremo se localiza na nascente do rio ailã. no monte do caburaí, estado de Roraima (5º 16' de latitude norte). No extremo sul, está o arroio chuí, na divisa entre Uruguai e o Brasil (33º 45' de latitude sul). A oeste, a nascente do rio moa, na serra de contana ou divisor, na fronteira do Estado do Acre com o Peru (73º 50' de longitude oeste), e a leste, a ponta do seixas, na Paraíba (34º 45' de longitude oeste). Seu centro geográfico fica na margem esquerda do rio jarina, perto da barra das garças, em Mato Grosso.

O Brasil tem 23.086 Km de fronteiras, sendo 15.719 Km terrestre e 7.367 Km marítima. A fronteira Atlântica se estende da foz do rio oiapoque, no cabo orange (AP) no norte, ao arroio chuí (RS), no sul. Apenas dois países sul-americanos não tem fronteiras com nosso país: o Chile e o Equador. As fronteiras terrestres são dois mais variados tipos, mais com predomínio naturais (rios, lagos e serras).

Por causa de grande extensão leste-oeste, o território brasileiro, incluindo as ilhas oceânicas, estende-se por quatro fusos horários, sendo três sobre sua parte continental. Possui, assim, quatro horas diferentes.

O segundo fuso horário, onde está localizada Brasília, a capital federal, determina a hora oficial do país. Em cada faixa de 15º entre pares de meridiano ocorre a variação de uma hora.

Todo os fusos horários do Brasil possuem horas atrasadas em relação a Greenwich,  o que é determinado pelo fato de estar o país totalmente situado a oeste desse meridiano, na área de Londres (Hemisfério Ocidental).

1º Fuso horário brasileiro.

Contém as ilhas oceânicas do país ( arquipélago de Fernando de Noronha, Atol das Rocas, penedos de São Pedro e São Paulo, Trindade e Martin Vaz). É o menos importante, por abranger uma diminuta área e pouca população. É o segundo fuso a oeste área e pouca população. É o segundo fuso a oeste de Greenwitch, estando portanto, duas horas atrasado e uma hora adiantado em relação a Brasília.

2º Fuso horário brasileiro.

É o mais importante, por conter a maior parte da população brasileira, bem como grande parte do território nacional.

Esse fuso abrange o Amapá, o leste do rio xingu no Pará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, além de todos os estados das regiões nordeste, sudeste e sul. Esta três horas atrasado em relação a Greenwich.

3º Fuso horário brasileiro.

Contém a porção do Pará a oeste do rio xingu, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e quase toda parte do estado do Amazonas, excetuando-se sua porção extremo oeste. Está quatro horas atradaso em relação a Greenwich e uma hora em relação a Brasília.

4º Fuso horário brasileiro.

Contém o extremo oeste do estado do Amazonas e o estado do Acre, estando cinco horas atrasado em relação a Brasília.


















Embora tenha aplicado no Brasil pela primeira vez durante o Estado Novo (1937- 1945), o horário de verão foi adotado anualmente a partir de 1985. A região abrangida deve adiantar os relógios uma hora em determinado dia do ano. Na região que adota o horário  de verão, a duração do dia é significativamente mais longa que a noite, o que retarda a entrada do pico de consumo de energia elétrica, quando as luzes das casas são acesas. Estima-se uma economia de 1% de energia.

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